Por: Victor Valêncio – São Paulo -SP
As Olimpíadas de Inverno, Milano-Cortina 2026, marcam a maior presença do Brasil em esportes de inverno, com atletas nas modalidades de Esqui Alpino, Skeleton, Snowboard, Esqui Cross-Country e Bobsled. No Bobsled, o COB convocou cinco nomes, entretanto, é importante destacar que ainda serão definidos os 4 titulares (um fica como reserva).
Nas provas de neve e gelo, a expectativa mais alta recai sobre quem já frequenta pódios de Copa do Mundo e briga por top 10 internacional, dentre eles as maiores chances são de Lucas Pinheiro Braathen, que é o principal atleta do Brasil no Esqui Alpino, ele é especialista em Slalom Gigante.
Arte criada pelo ChatGPT 5.2, a partir de especificações passadas pela Ice Hockey Br, sobre a participação Brasileira em Milano-Cortina 2026
A temporada 2025-26 da Copa do Mundo de Esqui Alpino tem sido histórica para Lucas Pinheiro, ele ganhou medalha de prata na etapa de Wengen, Suíça, conquistando uma das melhores posições já alcançadas por um brasileiro nesta prova tradicional. Ele também foi 2º lugar em slalom gigante na etapa de Schladming, Áustria, perto do fim da preparação para as Olimpíadas.
O ápice do esquiador Lucas Pinheiro Braathen aconteceu em Levi, Finlândia, onde o atleta fez história ao conquistar a primeira vitória de um atleta brasileiro em prova de Copa do Mundo de esqui alpino, com um triunfo no slalom gigante, prova que vem se destacando.
O brasileiro Lucas Pinheiro Braathen competindo em etapa da Copa do mundo de esqui alpino – Fonte: CBDN (confederação Brasileira de Esportes na Neve) (2026)
Nascido em Oslo, Lucas é filho de pai norueguês e mãe brasileira ele soma 20 pódios em etapas de Copa do Mundo, com 8 pódios pelo Brasil. Ele deu ao país uma vitória histórica na Copa do Mundo de slalom em Levi (Finlândia), mostrando que pode bater a elite. Nos Jogos Olímpicos, a chance é realista de final, entre os dez primeiros, a medalha é possível, mas depende do “dia perfeito” no slalom gigante.
Nicole Rocha Silveira lidera a esperança brasileira no gelo no Skeleton Individual Feminino. Gaúcha, radicada no Canadá, ela coleciona três bronzes em etapas de Copa do Mundo, já foi top 8 em várias ocasiões e terminou 4ª no Mundial de 2025. Esse histórico a coloca como atleta capaz de brigar na parte de cima do pelotão em Cortina d’Ampezzo. Expectativa: top 10 é bem possível, a medalha viria como “outsider forte”, porque o skeleton costuma ser decidido por centésimos.
Nicole Silveira com o seu trenó de Skeleton — Foto: COB – Fonte Globo (2025)
Patrick Burgener (Pat) é o brasileiro do Snowboard Halfpipe, com experiência olímpica de alto nível, nascido em Lausanne, competiu pela Suiça até 2025 e chegou ao Brasil já entregando feitos como a final de Copa do Mundo e pódio de Copa do Mundo pelo Brasil. Nos Jogos, ele já foi 5º em 2018 e 11º em 2022, o que indica teto competitivo para uma final olímpica, a expectativa é chegar a final, medalha é possível, mas improvável.
Augustinho Jorge Magalhaes Teixeira é a aposta jovem do Brasil no Snowboard Halfpipe. Nascido em Ushuaia e formado no ambiente de treino do Canadá, ele venceu a Copa Europeia e tem melhor resultado de 15º em Copas do Mundo.
O COB destaca evolução no ciclo e um 18º no Mundial, sinal de crescimento em cenário forte. A esperança é que ele dispute de igual para igual na classificatória, com poucas chances de medalha.
Atleta Brasileiro Patrick Burgener competindo nas Olimpíadas de inverno de Beijing 2022- Fonte: Olympics 2026
Alice Cavalieri Padilha é a mais nova do Time Brasil e compete no esqui alpino, na prova de Slalom, ela é Carioca e vem de uma boa trajetória em circuito de base. Alice aparece como principal promessa feminina recente, com evolução em pontuação FIS, a estreia olímpica tende a ser de aprendizado, pois slalom é técnico, exigente e não perdoa pequenos erros. A principal expectativa é ganhar experiência e buscar a melhor colocação possível, a conquista de medalha é muito improvável, mas uma descida limpa já é vitória importante.
Christian Oliveira Soevik representa a nova geração do Brasil no esqui alpino, também no Slalom, nascido no Rio de Janeiro, ele chega a Milão-Cortina em curva de crescimento técnico e consolidando resultados no ranking. Em provas técnicas, o objetivo principal costuma ser completar as duas descidas com consistência e reduzir tempo.
A Esquiadora brasileira Alice Cavalieri Padilha – Foto Arquivo pessoal – Fonte: Olympics (2026)
Giovanni Ongaro completa o quarteto do esqui alpino, competindo em Slalom e Slalom Gigante. Nascido em Clusone (Itália), ele traz bagagem internacional com Mundiais adulto e júnior no currículo, para ele, a Olimpíada é a chance de transformar experiência em regularidade nas duas descidas, principalmente no slalom gigante.
Edson Luques Bindilatti é o símbolo do bobsled brasileiro e vai para sua 6ª Olimpíada de Inverno, baiano de Camamu, veio do atletismo (decatlo) e virou pioneiro, no gelo, a equipe disputa Bobsled 4 homens (4-man) e o 2 homens (2-man). O melhor resultado olímpico é 23º nos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang 2018, na prova do Bobsled 4 homens (4-man).
Equipe Brasileira de Bobsled com Edson Bindilatti ao centro – Fonte: COB 2026
Rafael Souza da Silva, Davidson Henrique de Souza (Boka) e Luís Henrique Bacca Gonçalves formam a base do trenó ao lado de Bindilatti. Rafael é do Rio, Boka vem do atletismo, viveu no Canadá e voltou após grave acidente, Bacca veio do salto triplo e atua como personal. Gustavo dos Santos Ferreira fecha o grupo do bobsled, com perfil de sucessor de piloto e histórico juvenil no gelo.
No bobsled, detalhes como a saída inicial, sincronismo e linhas de curva decidem posições, então o foco é “erro zero”. O grupo busca ganhar posições pela consistência, medalha é improvável, mas uma campanha estável pode colocar o Brasil perto do melhor resultado histórico, a expectativa é fortalecer o conjunto e acelerar a evolução do Brasil.
O Atleta Manex Salsamendi Silva, competindo – Por: Por Daniel Perissé – Foto: COB (2022) – Fonte: Olympics (2026).
Manex Salsamendi Silva é o nome masculino do esqui cross-country, nas provas de Sprint (clássico) e 10 km (técnica livre). Natural de Rio Branco (AC), ele foca mais no sprint e já tem participação olímpica, além de Mundiais recentes.
Em cross-country, a diferença para a elite é grande, então a meta é progredir em ritmo e posição, especialmente na classificatória, ele busca melhorar marcas pessoais e ganhar experiência, a chance de medalha é praticamente nula nas distâncias e no sprint.
Eduarda Westemaier Ribera e Bruna Rafaela de Moura representam o Brasil no cross-country feminino, incluindo Sprint clássico, 10 km (técnica livre) e Sprint por equipes (técnica livre). Eduarda, de São Paulo, compete em sprint e distance e chega para mais uma Olimpíada, Bruna retorna para a estreia olímpica após ter ficado fora em 2022 por acidente. O cenário é de prova dura e longa, o objetivo é competir com inteligência, controlar ritmo e buscar avanço técnico no ciclo.
A Atleta Eduarda Westemaier Ribera, competindo na modalidade esqui cross-country – Foto Divulgação: Por Gabriel Gentile – Fonte: Olimpíada todo dia (2026).
REFERÊNCIAS
https://ac24horas.com/2026/02/05/acreano-compete-nas-olimpiadas-de-inverno-milao-cortina-2026/
https://www.cob.org.br/comunicacao/
noticias/conheca-o-esqui-alpino-e-quem-ira-representar-o-brasil-na-modalidade-em-milao-cortina-2026
https://www.cob.org.br/comunicacao
/noticias/primeiros-atletas-do-time-brasil-chegam-a-vila-olimpica-de-cortina-d-ampezzo-para-milao-cortina-2026
https://www.noticiasdenavarra.com/mas-deportes/2026/02/03/manex-salsamendi-durante-cuatro-anos-10654082.html
https://www.olympics.com/pt/milano-cortina-2026/noticias/eduarda-ribera-esqui-cross-country-perfil-biografia-resultados-brasileira-jogos-olimpicos-inverno-milano-cortina-2026
https://www.olympics.com/pt/noticias/
participantes-programacao-brasil-gangwon-2024
https://super.abril.com.br/sociedade/quem-sao-os-brasileiros-convocados-para-as-olimpiadas-de-inverno-de-2026/
REFERÊNCIAS DAS IMAGENS
Imagem 1 – Arte criada pelo ChatGPT 5.2, a partir de especificações passadas pela Ice Hockey Br, sobre a participação Brasileira em Milano-Cortina 2026
Imagem 2 – O brasileiro Lucas Pinheiro Braathen competindo em etapa da Copa do mundo de esqui alpino – Fonte: CBDN (confederação Brasileira de Esportes na Neve) (2026)
https://cbdn.org.br/mais-uma-medalha-lucas-pinheiro-braathen-e-prata-em-wengen/
Imagem 3 – Nicole Silveira com o seu trenó de Skeleton — Foto: COB – Fonte Globo (2025)
https://www.cob.org.br/comunicacao/
noticias/nicole-silveira-e-a-primeira-brasileira-a-competir-na-copa-do-mundo-de-skeleton-
Imagem 4 – Atleta Brasileiro Patrick Burgener competindo nas Olimpíadas de inverno de Beijing 2022- Fonte: Olympics 2026
https://www.olympics.com/en/athletes/
patrick-burgener
Imagem 5 – A Esquiadora brasileira Alice Cavalieri Padilha – Foto Arquivo pessoal – Fonte: Olympics (2026)
https://www.olympics.com/pt/milano-cortina-2026/noticias/alice-padilha-esqui-alpino-perfil-biografia-resultados-curiosidades
Imagem 6 – Equipe Brasileira de Bobsled com Edson Bindilatti ao centro – Fonte: COB 2026
https://www.cob.org.br/comunicacao/
noticias/conheca-o-bobsled-e-quem-ira-representar-o-brasil-na-modalidade-em-milao-cortina-2026
Imagem 7 – O Atleta Manex Salsamendi Silva, competindo – Por: Por Daniel Perissé – Foto: COB (2022) – Fonte: Olympics (2026).
https://www.olympics.com/pt/noticias/
manex-silva-cross-country-pequim-2022-curiosidades
Imagem 8 – A Atleta Eduarda Westemaier Ribera, competindo na modalidade esqui cross-country – Foto Divulgação: Por Gabriel Gentile – Fonte: Olimpíada todo dia (2026).
https://www.olimpiadatododia.com.br/milao-cortina-2026/725380-eduarda-ribera-guia-milaocortina26/


